abril 15, 2017

Twister/Mercol – CURIOSIDADES

Ratos Detectam Minas Terrestres

Na maior parte do mundo os ratos ainda são considerados pragas, mas em Angola, Moçambique, Tanzânia, Camboja, Laos e Vietnã eles estão sendo treinados para farejar minas terrestres e salvar vidas.

É isso mesmo, ratos farejadores e não cães.

Tudo começou por volta de 1990 quando o belga Bart Weetjens  leu um estudo sobre gerbils  conseguirem distinguir odores de explosivos em laboratório.  Então pensou que o excelente olfato dos roedores podia ser útil para farejar minas terrestres.

Ele consultou o professor Ron Vernagen, da Universidade de Antuérpia e juntos chegaram a conclusão que a melhor espécie para essa finalidade seria o Cricetomys Gambianus, conhecido como rato gigante da Gâmbia.

A escolha foi feita devido a facilidade de aprendizado, tamanho, peso,  longevidade e capacidade de se adaptar ao ambiente da região.

Devido ao seu tamanho e peso não correm o risco de causar a explosão de uma mina ao farejarem. Para detonar uma mina são necessários 5 kg e eles não passam de 1,5 kg.

O treinamento começa com 4 semanas de vida em uma Ong na Tanzânia, a Apopo (Anti-Persoonsmijnen Ontmijnende Product Ontwikkeling, em holandês, ou Detecção e Desenvolvimento de Produtos Antiminas Terrestres).

Esses bichinhos são muito bem tratados, recebem carinho, tem jornada de trabalho planejada de segunda a sexta-feira para não ficarem cansados, alimentação balanceada, diversão e cuidados veterinários.

Durante o trabalho recebem como petiscos banana e amendoim.

São aposentados ao ficarem mais velhos, entre 7 e 8 anos de idade e continuam sendo mantidos pela ONG que os treina. A maioria acaba morrendo de velhice. Nunca houve nenhuma morte durante a detecção de minas.

Graças ao trabalho desses bichinhos milhares de vidas humanas foram poupadas.